Conheça o projeto

#PraCegoVer Identidade visual. Surgindo por trás de duas linhas onduladas azuis, está o emoji irônico, usando óculos escuros de mito. Em volta de sua cabeça, tracinhos como os raios do sol. Abaixo das linhas onduladas, a palavra Salvador. Abaixo dela, o termo "Pra Cego Ver". O traço da letra G se une à letra O formando uma lupa. No centro do O tem um ponto e abaixo um tracinho que formam um olho e um sorriso.

No Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual (IBGE, 2010). Pela ausência de acessibilidade arquitetônica, comunicacional, nos transportes e até mesmo nas atitudes dos indivíduos, o isolamento social, para muitas pessoas com deficiência, já era uma marca do dia a dia. Muito antes da pandemia chegar, quem tem alguma deficiência já estava em um tipo de “quarentena” imposta pelas barreiras que impedem o pleno acesso de pessoas de diferentes perfis a obras de arte, aos museus, teatros e o pior: à própria cidade.

 

Pessoas com deficiência visual que moram em Salvador, com excelente treinamento de orientação e mobilidade, que as permite transitar pelas ruas (mesmo com suas inúmeras barreiras urbanísticas), não conhecem a beleza da cidade, a riqueza dos monumentos históricos, a singularidade da paisagem natural em contraste com as construções, a impactante mistura de povos e o que resultou dela, as vestimentas características de alguns pontos da cidade etc.

 

O Salvador #PraCegoVer pretende, a partir da audiodescrição, apresentar a cidade de São Salvador a baianos e turistas com deficiência visual (cegos e com baixa visão), além de traduzir para a Libras todo o conteúdo de dados históricos e curiosidades da primeira capital do Brasil, promovendo uma prévia do que pode ser o Turismo no pós-pandemia: mais empático, inclusivo, acolhedor e receptivo também a mais de 6,5 milhões de pessoas.

 

Criamos um site, uma conta no Instagram e no Facebook, onde serão disponibilizados conteúdos acessíveis sobre a cidade de Salvador por uma equipe composta de especialistas em acessibilidade, turismo, audiodescrição, tradução, libras, numa pequena mostra da grandeza que é conviver com a diversidade. Com certeza, até mesmo quem enxerga vai perceber o quanto não conseguia “ver”, e o quanto agora pode enxergar.

 

O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

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#PraCegoVer

É o primeiro projeto de disseminação da cultura da acessibilidade nas redes sociais, e tem por princípio a Audiodescrição de imagens para apreciação das pessoas com deficiência visual. Foi idealizado pela professora baiana Patrícia Braille e hoje é lei em 3 cidades de diferentes estados brasileiros: Fortaleza, Salvador e Campo Grande, é utilizada por marcas nacionais e multinacionais, instituições públicas e privadas, celebridades, e até outros países como Portugal e Austrália.

Audiodescrição

É uma tradução que consiste em transformar imagens em palavras, obedecendo a critérios de acessibilidade, respeitando as características do público a que se destina. É produzida, em primeiro lugar, para cegos, mas tem beneficiado igualmente pessoas com dislexia, deficiência intelectual ou déficit de atenção, por exemplo.

Idealização

A PalavraChave Acessibilidade é resultado da atuação profissional da professora Patrícia Silva de Jesus, conhecida como Patrícia Braille que, sem perder a veia de ativista social da causa da pessoa com deficiência, decidiu empreender em um tipo de acessibilidade descomplicada, objetiva e eficiente, envolvendo pessoas com deficiência em seus projetos e formando novos profissionais da acessibilidade para atuação em escolas inclusivas, ambientes culturais, no mercado editorial e em todo lugar onde haja uma pessoa que necessite ser incluída socialmente. O slogan da empresa já é um convite inclusivo: Venha para o lado acessível da força!

Edmilia Barros é natural do Recôncavo baiano e residente do Subúrbio Ferroviário de Salvador, bacharel em Turismo e pós-graduanda em assessoria de comunicação integrada em redes sociais. Atua na área de produção cultural desde 2010 e possui experiência executiva em diversos festivais e eventos da Bahia. Em parceria com Patrícia Braille, executou o projeto “Oficina De Olho no Braille e Workshop de Livro Acessível/audiodescrição” que passou por Salvador, Curitiba e Brasília em 2014. Edmilia é produtora técnica do Sofar Sounds Salvador além de trabalhar com Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, Bruna Barreto, Filipe Lorenzo e o grupo Sertanília. 
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